quinta-feira, 4 de setembro de 2008

No ritmo do Thico...

Já faz tempo que não visto essas linhas... O trabalho, que embora mais prazeroso nos últimos, ainda ocupa parte importante dos meus dias e por isso venho por aqui com menor frequencia do que gostaria. E tem dias nem são tão criativos e as palavras ficam escassas, o cansaço ocupa espaço e a cama e o travesseiro são os lugares mais desejados.
*
Mas deixemos pra lá as justificativas e olhemos pra frente.
*
Voltei postando uma poesia da Elisa Lucinda, poeta querida e amiga, que diz o que muitas vezes não alcanço dizer. Sobre a minha paixão e compromisso com as crianças, peço para que ela nos brinde com a poesia "Meninos São José".
*
Toda criança me arrebata.
Toda criança, por me olhar, me arregaça as mangas do amor e dele, desse amor, morro de emoção.
Há nisso mais do que o fato de criança ser igual a flor, mais de que criança ser da vida a metáfora das coisas e seu verdadeiro valor.

















Vejo José pousando sobre a casa, as asas dele mudam o episódio lar.
Abraço o José em todo riso e mesmo quando não o tenho nocolo o tempo todo...evento de criança soprando a casa!
Eu fico com as pernas bambas quando quem me aponta é uma criança.




















José é Júlia, também Carolina, também Pedro, tambémClara, também Olívia, também Antônio, também Valentina,também Lina, também João, também Luísa, também Nicolau, também Juliano, Guilherme, Diogo, Jonas, Mayara,Vinícios, Leon, Irene, Natássia...
José é todas as galáxias de meninos,porque são só verdades,belas verdades, límpidas eternidades, futuros mundos. Belas!















Tenho vontade de defendê-las das injustiças dos ditos maiores, dos esticados que, aprisionados, querem aprisionar.
Por todo o sempre e agora,toda criança quando chora,respondo: que foi?Quem não te tratou direito? (Toda criança quando chora acho que me diz respeito.)
Quero as palavras delas, a nitidez sublime das conversas delirantes e sábias, quero os descobrimentos que trazem em sua transparência natural!
















José voa na casa e eu pulso no ventre como uma grávida perene, meu Deus, todo filho do mundo é um pouco filho meu!
Como me amolece o coração barulho-som de grito de infância no colégio de manhã!
Como é para o meu frio, lã, uma mãozinha pequeninadizendo pra mim dos caminhos...,elazinha dentro da minha,como o dia carregando a noite e seu luar, e aquela vozinha sem gastar, me pedindo com carinho e desamparo.
Não mimem crianças em vez de amá-las,para não adoecê-las,para não encouraçá-las!
Não oprimam crianças na minha frente,vou interferir, vocês vão se danar,vou escancarar!
Não usem criança na minha presença,tomarei o partido delas, não terão minha parcimônia, não vou compactuar!
Não cunhem nelas a tirania, eu vou denunciar! Sou maternal de universo, mil crianças caminham comigo!
Sou árvore cuja semente se chama umbigo. Ai... toda criança quando grita mamãe,respondo: que foi? (Acho que é comigo!)






domingo, 31 de agosto de 2008

Todo menino é um rei!

Os dias seguem!

Agora com a minha nova missão... trabalhar o Teatro na EMEF Centro de Jacaraípe onde todas as crianças acreditavam que aulas de Artes se reduziam aos desenhos e pinturas, e a necessidade plena do caderno de desenho...

Os dias no CMEI - atropeladas por inúmeras questões - seguem brilhantes!

E deixo aqui uma homenagem a todos os meus 600 meninos e meninas sonhadores... REIS E RAINHAS!!!

Todo menino é um rei
(Nelson Rufino e Zé Luiz)


Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei
Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei

Por cima do mar da ilusão
Eu naveguei só em vão
Não encontrei

O amor que eu sonhei
Nos meus tempos de menino
Porém menino sonha demais
Menino sonha com coisas
Que a gente cresce e não vê jamais
Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei
A vida que eu sonhei

No tempo que eu era só
Nada mais do que menino
Menino pensando só
No reino do amanhã
A deusa do amor maior
Nas caminhadas sem pedras
No rumo sem ter o nó