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Mas deixemos pra lá as justificativas e olhemos pra frente.
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Voltei postando uma poesia da Elisa Lucinda, poeta querida e amiga, que diz o que muitas vezes não alcanço dizer. Sobre a minha paixão e compromisso com as crianças, peço para que ela nos brinde com a poesia "Meninos São José".
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Toda criança me arrebata.
Toda criança me arrebata.
Toda criança, por me olhar, me arregaça as mangas do amor e dele, desse amor, morro de emoção.
Há nisso mais do que o fato de criança ser igual a flor, mais de que criança ser da vida a metáfora das coisas e seu verdadeiro valor.
Vejo José pousando sobre a casa, as asas dele mudam o episódio lar.
Abraço o José em todo riso e mesmo quando não o tenho nocolo o tempo todo...evento de criança soprando a casa!
Abraço o José em todo riso e mesmo quando não o tenho nocolo o tempo todo...evento de criança soprando a casa!
Eu fico com as pernas bambas quando quem me aponta é uma criança.

José é Júlia, também Carolina, também Pedro, tambémClara, também Olívia, também Antônio, também Valentina,também Lina, também João, também Luísa, também Nicolau, também Juliano, Guilherme, Diogo, Jonas, Mayara,Vinícios, Leon, Irene, Natássia...
José é todas as galáxias de meninos,porque são só verdades,belas verdades, límpidas eternidades, futuros mundos. Belas!

Tenho vontade de defendê-las das injustiças dos ditos maiores, dos esticados que, aprisionados, querem aprisionar.
Por todo o sempre e agora,toda criança quando chora,respondo: que foi?Quem não te tratou direito? (Toda criança quando chora acho que me diz respeito.)
Quero as palavras delas, a nitidez sublime das conversas delirantes e sábias, quero os descobrimentos que trazem em sua transparência natural!

José voa na casa e eu pulso no ventre como uma grávida perene, meu Deus, todo filho do mundo é um pouco filho meu!
Como me amolece o coração barulho-som de grito de infância no colégio de manhã!
Como é para o meu frio, lã, uma mãozinha pequeninadizendo pra mim dos caminhos...,elazinha dentro da minha,como o dia carregando a noite e seu luar, e aquela vozinha sem gastar, me pedindo com carinho e desamparo.
Não mimem crianças em vez de amá-las,para não adoecê-las,para não encouraçá-las!
Não oprimam crianças na minha frente,vou interferir, vocês vão se danar,vou escancarar!
Não oprimam crianças na minha frente,vou interferir, vocês vão se danar,vou escancarar!
Não usem criança na minha presença,tomarei o partido delas, não terão minha parcimônia, não vou compactuar!
Não cunhem nelas a tirania, eu vou denunciar! Sou maternal de universo, mil crianças caminham comigo!
Sou árvore cuja semente se chama umbigo. Ai... toda criança quando grita mamãe,respondo: que foi? (Acho que é comigo!)

