segunda-feira, 11 de abril de 2011

De março de 2009 a abril de 2011

Com licença, permita-me... Retornar a este lugar que há tantas não visito. Continuo ainda Rosemary, mas não tenho mais vinte e poucos, não tenho visto minhas crianças há tempos e tanta água tem rolado debaixo da ponte. Feliz por ter água.
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Em março de 2009, entrei no mestrado em educação física escolar e estou em vias de terminá-lo, pelo menos é assim que o prazo me exige. Neste meio tempo encontrei uma presença doce e potencializadora, voltei a análise, consegui licença para dedicar exclusivamente aos estudos, vi lugares que nunca vi, senti sentimentos que nunca senti e tenho a impressão que fazer vou voltar mais encorajada para escola.
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Atualmente minha rotina é: atividades físicas na primeira hora da manhã (às 6h30); café da manhã e fazer o almoço e depois sentar aqui onde estou e... ler, escrever, emocionar-me, pensar, desacreditar, reacreditar, "facebucar", "twittar (@merissima)" tudo isso até às 21h. Depois, novela de Gilberto Braga e dormir para tudo recomeçar no próximo dia.
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Eu voltei!

quinta-feira, 12 de março de 2009

O meu bem e o bem deles

O meu trabalho é um dos meus maiores formadores para a vida adulta. Embora, eu tenha começado a trabalhar com crianças aos 25 anos, até então, eu não tinha sido solicitada pela vida para mostrar quem eu era, para que eu tinha vindo. Eu ia vivendo... Levando na bossa, na flauta, numa leveza irresponsável e descompromissada. O outro era o outro e por mais que houvesse outros que eu amava, eu amava, mas cuidava pouco. O trabalho como professora na educação infantil me chamou a responsabilidade pelo cuidado com o outro. Eu me sinto tão materna, mesmo que o compromisso com o aprendizado deles seja um dos meus objetivos perseguidos (minha lado profissional: professora), eu me sinto especialmente comprometida com a alegria dos meus alunos. Eu quero mostrá-los o novo, o legal, o emocionante, o divertido, o surpreendente e isso me guia mais do que qualquer coisa no trabalho. As adversidades são tantas, mas eu topo com elas e desvio com a força do sorriso deles. 
E sempre assim, quando eu falo deles, eu sou piegas e sentimental. Sou meio mãe boba, que conta diariamente as estripulias dos seus filhinhos. Acho que é a lei do retorno universal: Eles me enchem de amor, de beijinhos, de promessas, de carinho e eu só sei falar do bem que eles me fazem e o compromisso que tenho com o bem deles.

quarta-feira, 11 de março de 2009

2009 e algumas possibilidades...

Com o começo do ano, como de costume, tomei algumas resoluções, que especialmente este ano, tenho sentido uma força motivadora para realizá-las. Dentre tantas, duas piscam insistentemente no alto da minha cabeça. As duas estão relacionadas com disciplina, mas NÃO aquela disciplina ruim, que imobiliza, que tira o viço, que faz perder a graça e o frescor da vida, mas SIM, aquela discipina que organiza sem impor com força, que está vinculada ao meu desejo de ser diferente, de realizar algo diferente, de encontrar satisfação não só no fim do percurso, mas em todo o trajeto.

Minhas duas resoluções para 2009 mais públicas são: Retomar uma rotina de exercícios prazerosos e físicos e incorporar uma rotina orgânica de estudos. Os adjetivos em negrito são para eu me convencer que tudo isso que eu desejo realizar não é tão pesado e normativo como pode parecer a olhos menos atentos.

E as razões motivadoras das duas resoluções são: Desde 2004, eu venho numa crescente aquisição de peso, que displicentemente eu fingi não ver, não acreditar, não dosar, não palpar. Embora todas as repercussões do aumento do peso estejam visíveis e "sentíveis", eu resisti assumir que já era hora de espantar a preguiça e a falta de cuidado comigo e mexer-me. Com tudo isso constatado, eu GANHEI um parque público de presente, o Parque da Cidade, bem ao lado da minha casa. O resto é história... Enchi o Ipod de música, comprei um Polar e tenho corrido no parque. Na balança, nada novo ainda aparece, mas a disposição para um monte de tarefas do dia-a-dia já é sentida.

E a outra razão motivadora, para a resolução "Incorporar uma rotina orgânica de estudos", deve-se ao fato de eu ter sido aprovada no mestrado. Sobre isto, dedicarei um post em outra ocasião.
Este evento me sugere um comprometimento que eu desejei por algum tempo e oportunamente ele aconteceu agora. Como sou funcionária pública e a prefeitura que sou funcionária apóia e incentiva professores a investirem na sua formação permanente. Por isso, em breve estarei estudando no mestrado, liberada do meu trabalho para realizar meu estudo e ainda ter o meu salário garantido. E aí, só me restará " Incorporar uma rotina orgânica de estudos".

Quem duvida?

sábado, 21 de fevereiro de 2009

REATIVANDO...

O blog Cmeiando, ficou por um meses, esquecido na grande teia virtual e juntando teia de aranha. A proposta inicial que era compartilhar a gestão do blog com o Thico (meu amigo e parceiro de sonhos) se dissolveu. Decidi retomar, por conta, de uma indicação do curso de formação de professores, que eu participo como orientadora acadêmica (ou tutora). Bastava uma motivação pequena, para eu retomar minhas atividades por aqui, até porque, escrever aqui, me ajuda a colocar um monte de idéias em ordem. Escrever e ler minhas idéias é um exercício de me expor para mim mesma e avaliar os caminhos que tenho optado no meu exercício professoral. Postar, guardar e revisitar imagens por aqui também são atividades que ajudam a justificar a minha vontade de retornar para esse espaço. E para celebrar o momento, posto em seguida, uma fotografia feita no ano passado. Gosto muito da foto, porque ela é representativa do meu ato de ensinar. A disposição em roda, o bate-papo prévio com os meus guris e estar ao ar livre são características muito frequentes das minhas aulas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

No ritmo do Thico...

Já faz tempo que não visto essas linhas... O trabalho, que embora mais prazeroso nos últimos, ainda ocupa parte importante dos meus dias e por isso venho por aqui com menor frequencia do que gostaria. E tem dias nem são tão criativos e as palavras ficam escassas, o cansaço ocupa espaço e a cama e o travesseiro são os lugares mais desejados.
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Mas deixemos pra lá as justificativas e olhemos pra frente.
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Voltei postando uma poesia da Elisa Lucinda, poeta querida e amiga, que diz o que muitas vezes não alcanço dizer. Sobre a minha paixão e compromisso com as crianças, peço para que ela nos brinde com a poesia "Meninos São José".
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Toda criança me arrebata.
Toda criança, por me olhar, me arregaça as mangas do amor e dele, desse amor, morro de emoção.
Há nisso mais do que o fato de criança ser igual a flor, mais de que criança ser da vida a metáfora das coisas e seu verdadeiro valor.

















Vejo José pousando sobre a casa, as asas dele mudam o episódio lar.
Abraço o José em todo riso e mesmo quando não o tenho nocolo o tempo todo...evento de criança soprando a casa!
Eu fico com as pernas bambas quando quem me aponta é uma criança.




















José é Júlia, também Carolina, também Pedro, tambémClara, também Olívia, também Antônio, também Valentina,também Lina, também João, também Luísa, também Nicolau, também Juliano, Guilherme, Diogo, Jonas, Mayara,Vinícios, Leon, Irene, Natássia...
José é todas as galáxias de meninos,porque são só verdades,belas verdades, límpidas eternidades, futuros mundos. Belas!















Tenho vontade de defendê-las das injustiças dos ditos maiores, dos esticados que, aprisionados, querem aprisionar.
Por todo o sempre e agora,toda criança quando chora,respondo: que foi?Quem não te tratou direito? (Toda criança quando chora acho que me diz respeito.)
Quero as palavras delas, a nitidez sublime das conversas delirantes e sábias, quero os descobrimentos que trazem em sua transparência natural!
















José voa na casa e eu pulso no ventre como uma grávida perene, meu Deus, todo filho do mundo é um pouco filho meu!
Como me amolece o coração barulho-som de grito de infância no colégio de manhã!
Como é para o meu frio, lã, uma mãozinha pequeninadizendo pra mim dos caminhos...,elazinha dentro da minha,como o dia carregando a noite e seu luar, e aquela vozinha sem gastar, me pedindo com carinho e desamparo.
Não mimem crianças em vez de amá-las,para não adoecê-las,para não encouraçá-las!
Não oprimam crianças na minha frente,vou interferir, vocês vão se danar,vou escancarar!
Não usem criança na minha presença,tomarei o partido delas, não terão minha parcimônia, não vou compactuar!
Não cunhem nelas a tirania, eu vou denunciar! Sou maternal de universo, mil crianças caminham comigo!
Sou árvore cuja semente se chama umbigo. Ai... toda criança quando grita mamãe,respondo: que foi? (Acho que é comigo!)