quinta-feira, 4 de setembro de 2008

No ritmo do Thico...

Já faz tempo que não visto essas linhas... O trabalho, que embora mais prazeroso nos últimos, ainda ocupa parte importante dos meus dias e por isso venho por aqui com menor frequencia do que gostaria. E tem dias nem são tão criativos e as palavras ficam escassas, o cansaço ocupa espaço e a cama e o travesseiro são os lugares mais desejados.
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Mas deixemos pra lá as justificativas e olhemos pra frente.
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Voltei postando uma poesia da Elisa Lucinda, poeta querida e amiga, que diz o que muitas vezes não alcanço dizer. Sobre a minha paixão e compromisso com as crianças, peço para que ela nos brinde com a poesia "Meninos São José".
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Toda criança me arrebata.
Toda criança, por me olhar, me arregaça as mangas do amor e dele, desse amor, morro de emoção.
Há nisso mais do que o fato de criança ser igual a flor, mais de que criança ser da vida a metáfora das coisas e seu verdadeiro valor.

















Vejo José pousando sobre a casa, as asas dele mudam o episódio lar.
Abraço o José em todo riso e mesmo quando não o tenho nocolo o tempo todo...evento de criança soprando a casa!
Eu fico com as pernas bambas quando quem me aponta é uma criança.




















José é Júlia, também Carolina, também Pedro, tambémClara, também Olívia, também Antônio, também Valentina,também Lina, também João, também Luísa, também Nicolau, também Juliano, Guilherme, Diogo, Jonas, Mayara,Vinícios, Leon, Irene, Natássia...
José é todas as galáxias de meninos,porque são só verdades,belas verdades, límpidas eternidades, futuros mundos. Belas!















Tenho vontade de defendê-las das injustiças dos ditos maiores, dos esticados que, aprisionados, querem aprisionar.
Por todo o sempre e agora,toda criança quando chora,respondo: que foi?Quem não te tratou direito? (Toda criança quando chora acho que me diz respeito.)
Quero as palavras delas, a nitidez sublime das conversas delirantes e sábias, quero os descobrimentos que trazem em sua transparência natural!
















José voa na casa e eu pulso no ventre como uma grávida perene, meu Deus, todo filho do mundo é um pouco filho meu!
Como me amolece o coração barulho-som de grito de infância no colégio de manhã!
Como é para o meu frio, lã, uma mãozinha pequeninadizendo pra mim dos caminhos...,elazinha dentro da minha,como o dia carregando a noite e seu luar, e aquela vozinha sem gastar, me pedindo com carinho e desamparo.
Não mimem crianças em vez de amá-las,para não adoecê-las,para não encouraçá-las!
Não oprimam crianças na minha frente,vou interferir, vocês vão se danar,vou escancarar!
Não usem criança na minha presença,tomarei o partido delas, não terão minha parcimônia, não vou compactuar!
Não cunhem nelas a tirania, eu vou denunciar! Sou maternal de universo, mil crianças caminham comigo!
Sou árvore cuja semente se chama umbigo. Ai... toda criança quando grita mamãe,respondo: que foi? (Acho que é comigo!)






domingo, 31 de agosto de 2008

Todo menino é um rei!

Os dias seguem!

Agora com a minha nova missão... trabalhar o Teatro na EMEF Centro de Jacaraípe onde todas as crianças acreditavam que aulas de Artes se reduziam aos desenhos e pinturas, e a necessidade plena do caderno de desenho...

Os dias no CMEI - atropeladas por inúmeras questões - seguem brilhantes!

E deixo aqui uma homenagem a todos os meus 600 meninos e meninas sonhadores... REIS E RAINHAS!!!

Todo menino é um rei
(Nelson Rufino e Zé Luiz)


Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei
Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei

Por cima do mar da ilusão
Eu naveguei só em vão
Não encontrei

O amor que eu sonhei
Nos meus tempos de menino
Porém menino sonha demais
Menino sonha com coisas
Que a gente cresce e não vê jamais
Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei
A vida que eu sonhei

No tempo que eu era só
Nada mais do que menino
Menino pensando só
No reino do amanhã
A deusa do amor maior
Nas caminhadas sem pedras
No rumo sem ter o nó

domingo, 6 de julho de 2008

Festa no CMEI!



Ontem foi dia de festa, lá no CMEI. Festa caipira, festa de celebração, festa de talentos, festa que reúne a família e a comunidade escolar como um todo. Sou professora de educação física, mas nem por isso sou escalada para ensaiar as turmas. No universo de 11 turmas do matutino, me envolvo com uma ou outra, já que o conteúdo dança não foi priviegiado neste semestre nas minhas aulas e eu entendo que se não houver um contexto, a dança empobrecida com o nome de dancinha vira um espaço de pouco sentido e satisfação para os envolvidos no processo.

Lá na festa ontem, os meninos estavam radiantes. Eles dançavam no seu ritmo, se divertindo, sorrindo muito e dando tchau para tantos avôs, tias, primos, vizinhas presentes. Vendo-os dançar, pensei que já é hora de experimentar incluir a dança nas minhas aulas, mas reconheço que não sei por onde começar, já que estabeleci com eles uma cultura de aula de educação física de corrida, de exploração de amplos espaços, de saídas da escola. Alguma sugestão, silencioso leitor

domingo, 29 de junho de 2008

Carinhos sem ter fim

Parece que o assunto é clichê, falar de afeto ou demonstração dele na educação infantil. Mas para quem fala deste lugar inevitável é falar da enxurrada de afeto cotidiana... Mas este texto não é para falar das flores, mas de espinhos espinhudos que me agridem vez ou outra, quando vejo um adulto educador usar de seu tamanho, de sua força, de presença e "autorização ou autoridade" de adulto e agredir uma criança. Seja negligenciando-a, seja fechando os olhos à ela, seja ferindo-as com palavras ou contatos ásperos... Situações como essas acontecem diariamente e às vezes nossos olhos cansados e apressados não vêem. Eu vi e me incomodei. Poderia ter feito mais. Com aqueles que vivem a me acariciar, dizer que me amam e por quem sou responsável, eu devo mais...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Acalentar!

Hoje acalentei um menino que caiu! Ele olhou para mim como os olhos marejado e disse: - É para crescer e ficar grande e legal igual a você né Tio Thiago?

Hoje fingi que dormi durante a aula, no Grupo 2, eles chegaram perto de mim, acariciaram meus cabelos, fizeram carinho no meu rosto, e ouvi assim bem baixinho, - Psssssiu o Tio tá com sono!

Hoje, na chegada do CMEI duas irmãs que estudam lá, uma de 4 anos, outra de 2 anos (os xodôs da escola), ao me verem soltaram a mão da avó (sem nenhum paciência com elas - na verdade a história de vida das duas é bem longa!), agarraram na minha perna e ficaram me puxando... não estava entendendo direito, pq naquela hora estava em uma conversa de adutos... resultado, era só para me dar um beijo e um abraço! E completaram com um: - Tio eu te amo!

Hoje 3 alunos do Grupo 5 fugiram para a sala de Artes e me disseram: - A gente quer visitir as fantasias e fazer o teatro!!!!!!

Hoje + ou - uns 10 ou 11 deles me perguntaram: - Tio você vai pegar a gente hoje? (Querendo dizer Tio você vai dar aula para a gente hoje!).

Hoje o Mateus dormiu no meu colo, depois de ter chorando muito, muito, muito!

Hoje fizeram uns 6 ou 7 desenhos para mim!

Hoje contei só uma história, mas que vai virar muitas outras!

Hoje ouvi + ou - uns 100 - Oi Tio Thiago! E respondi também uns 100 - Oi princesa, oi linda, oi príncipe, oi querido...

Este é meu dia a dia... ENCANTADO E ACALENTADO!

sábado, 21 de junho de 2008

Cativar... Um exercício de sempre.


Sou professora do meu CMEI deste 2006, sempre lá, no mesmo. Convivendo e vendo crescer as minhas crianças, contribuindo e vibrando com suas descobertas e aquisições, fazendo parte da vida delas e elas da minha.
E de repente, depois de uma grande mudança, a tão sonhada redução de carga horária de trabalho, hoje sou professora de um só turno do "meu" CMEI (Prometo contar detalhes desta história em outro momento).
Com as tardes ociosas e a grana diminuída, decidi voltar a trabalhar à tarde, numa configuração menos extenuante e mais prazerosa. Estou no novo CMEI há quatro semanas e me vejo num processo conhecido, mas pouco exercitada nos últimos tempos. O processo de cativação de uma turma... Voltei a ser uma professora novata, numa escola que nenhuma criança me conhece. E o dia-a-dia tem me mostrado que eu amo viver esse processo-desafio, gosto de perceber os avanços na relação de afetividade e confiança que vou construindo a cada dia. Um sorriso novo, um toque novo, um olhar autorizador, uma palavra de aprovação... Tudo me anima, tudo é elemento para avaliar se tenho agradado ou não. Tudo é conquista, de um processo de não deve terminar nunca.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

FAZER MURAL???





PULA FOGUEIRA IÁ, IÁ


PULA FOGUEIRA IÓ, IÓ


CUIDADO PARA NÃO SE QUEIMAR


OLHA QUE A FOGUEIRA JÁ QUEIMOU O MEU AMOR!



(Antes de mais nada, cadê a Merinha?)


Tudo bem, como ainda não estabelecemos regras para postagens, vou indo postando e comentando, esperando-a...

Hoje aconteceu o que já esperava! Fazer mural!


O Jogo Teatral com o Grupo 5
Se aquecendo na Fogueira...
Assamos milhos também!

Sexta agora é nossa Festa do Interior, e nestes dias estou trabalhando o faz-de-conta e o jogo dramático e tetral com esta temática... utilizando alguns adereços como chapéu de palha e uma fogueira que fizemos juntos... no nosso CMEI já não existe mais a Quadrilha (alguns alegam que ela tem fins religiosos - mas na verdade ela nada mais é que as comemorações pelas colheitas, bem profana!)
Sala preparada para o faz-de-conta!
O caminho da roça!




Mas fazer o mural foi inevitável, mas amigável... foi um pedido da pedagoga, e eu as professoras de Educação Física nos entregamos a isto! Ah e nem doeu! Mas eu prefiro que a escola seja enfeitada com produções das crianças!!!!




Explorando o faz-de-conta (Grupo 2)
Soprando a fogueira!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Faz-de-conta!

1, 2, 3 Indiozinhos!
4, 5, 6 Indiozinhos!
7, 8, 9 Indiozinhos!
10 no pequeno bote!
Ia navegando pelo rio abaixo,
Quando o Jacaré se aproximou!
E o pequeno bote dos indiozinhos quase, quase virou!

Estou estas semanas trabalhando com o Berçario 1 e 2 com esta Música (confesso que meu maior desafio são estes dois grupos!)... esta temática está contextualizada com a Festa da Cultura do CMEI, que este ano tem como temática o Índio e o Negro... e estes grupos trabalham com o Índio. Desenvolvo com eles o faz-de-conta, o jogo simbólico e as fantasias e adereços integram este processo de entendimento da cultura indígena, claro com uma dose de lirismo, teatralidade e poesia!
Acredito que devemos nos integrar as festas, festivais, comemorações etc que fazem parte do Calendário do CMEI, contextualizando as atividades que desenvolvemos com com as temáticas propostas. Não devemos nos restringir a produtores de coreografias ou pecinhas, despejadas na criança sem que isto seja de fato concreto e interessante para ela.

domingo, 15 de junho de 2008

Mudanças...


Seguindo os Novos Olhares, estou há quase 3 meses no CMEI... eu sempre digo, eu não estou professor, eu SOU professor, e escolhi a linguagem teatral para trabalhar dentro do contexto da Arte-Educação (apesar de ter tirado meu DRT de ator profissional, pensar em alguns projetos na área de interpretação, mas neste momento SER um professor não me completa, mas me satisfaz!).

Em um breve histórico, em 1971 a formação do professor de Arte ainda era generalista, ou seja, aquele que precisa conhecer e trabalhar com todas as linguagens artísticas no contexto educacional, em resumo um LOUCO. A arte era trabalhada de forma descontexualizada, apenas como uma atividade de "lazer".

Sabemos que desde 1996, a Arte assume outro papel, como disciplina do currículo escolar, com um papel no desenvolvimento integral do sujeito... há agora as formações específicas na área de Artes (Artes Visuais, Música, Dança, Teatro e recentemente o Cinema). É aí que eu me encaixo... e é aí que meu trabalho se direciona.

Afinal, sabemos que qualquer professor, em qualquer contexto utiliza a linguagem artística como um recurso didático, e a linguagem teatral é inegavelmente unanimidade - e podemos fazer neste ponto inúmeras interfaces com a Educação Física mais especificamente, que no contexto da Educação Infantil seguem caminhos paralelos e complementares no brincar, aprender, ensinar, cuidar, educar.

No meu caso, sou professor de Teatro, a linguagem teatral é que guia o meu fazer artístico, e meu processo de cuidar, educar, aprender, ensinar, brincar (inseparavelmente, e sem hierarquias).

Quando entrei no CMEI me deparei com algo muito específico na área de Arte, o "domínio" das Artes Visuais... a sala era povoada de papéis, papéis, tintas, papéis, tintas, papéis... imóveis!

Estou propondo mudanças, que foram indicustivelmente bem aceitas dentro do CMEI e do corpo pedagógico.

Sou guiado pelo fazer teatral neste processo de ensino... mas não me desvinculo das demais linguagens artísticas, utilizo as Artes Visuais como forma de registro das atividades corporais, móveis, concretas; utilizo a Arte Musical como modelos de ação para desenvolvimento do fazer teatral através das Cantigas (acredito que muitos professores de Artes Visuais ou Música fazem isso com o Teatro, utilizando-o nos fantoches, nas dramatizações, nos jogos - e aqui é inegável também a presença do professor de Educação Física).

Acredito neste papel da linguagem teatral como método de ensino para demais profissionais... mas defendo e contesto o papel do Teatro como "disciplina" do currículo escolar... (sem muitas discussões a respeito do termo disciplina!)... e seu papel fundamental no contexto da Educação Infantil, onde o faz-de-conta, o jogo simbólico, o jogo dramático e o jogo teatral (elementos para o desenvolvimento da linguagem teatral) são inerentes as especificidades da criança! Potencializar estes elementos é que guia o trabalho do professor de Teatro na Educação Infantil. E não construir "teatrinhos" para serem apresentados nas festas da Escola, produzindo miquinhos de circo traumatizados.

Estamos respirando Arte Contemporânea, e não podemos guiá-la na Educação Infantil apenas pintando Coelinhos e Papel Noel!

Chega de achar que a criança é tapada (nos dois sentidos)...

Elas são abertas a estas mudanças e é isto que elas querem!

Até... amanhã quero quebrar a perna, CMEIando mais, mais, mais, mais mudanças. Afinal crianças não são de papel!
(Para constar, este é Mateus, 1 ano e 1 mês, berçário, um menino tímido como eu, acanhado como eu e que encontra nos elementos teatrais sua forma de se expressar! Ele está com Tuqui, um fantoche Tucano que ganhou vida nas suas pequenas mãos!)

Misencene superada! Cheguei!

Convite aceito, desafio lançado! Mas confesso que esta não é uma das formas que mais gosto de me expressar.

Segunda confissão, vindo da Merinha é inegável que as palavras criam "UM NOVO OLHAR" (talvez tentando aqui fazer referências ao meu processo de inclusão enquanto Professor "Dinamizador" de Artes na Prefeitura de Vitória, que Merinha começou a esboçar).

E terceira confissão, deixa para ela explicar o Dinamizador das aspas!

Sério que vou ter que contar como cheguei?????

Acho que vou tentar fazer de outra forma, amenizando esta peleja?Mas era só tentativa?

Vou fazer um processo inverso, o estar lá dentro vendo o aqui fora?

Bom prefiro deixar a "dupla formação" de lado, e me restringuir a minha "última" escolha, fazer a faculdade de Artes Cênicas (mesmo achando que modestiamente tenho grandes contribuições a dar, olhando por este lado) . E esquecer um pouco os 4 anos vividos lá na UFES no curso de Educação Física, porque confesso que uma das melhores coisas de ter passado por lá é ter conhecido, conquistado e cultivado a minha amizade com a Meri (rival assumida da Nêga do Samba), e sentindo aflorar em mim o que eu realmente queria profissionalmente, fazer Artes Cênicas.

A ida para Ouro Preto, para estudar e aí realmente estar na Universidade foi desafiante, mas, a quarta confissão, voltar para Vitória e me inserir no "mercado de trabalho" foi ainda mais complicado.

O primeiro momento, o Concurso Público para Professor Dinamizador de Artes e Educação Física na Educação Infantil da PMV, epa uma porta aberta! Negativo, ela estava meio aberta! O Edital restringia os pré-requisitos para Professor de Artes aos Licenciados em Artes Visuais e Música, o que não era o meu caso. Sou Licenciado em Artes Cênicas. E aí? Deixa para lá! Nunca foi meu forte deixar para lá o que acredito estar com um ar de ilegalidade e injustiça. Corri atrás dos meus direitos e juntando todas as leis, pareceres, diretrizes e parâmetros era e é iquestionável que Professor de Artes pode ter habilitação em qualquer linguagem artística, desde que seja licenciado, o que é meu caso (isto a própria lei do Magistério de Vitória diz! Eis aí as contradições).

No fim das contas, advogado, juíz, liminar, processo, etc, hoje sou Professor Dinamizador de Artes da Prefeitura de Vitória. Por DIREITO!

E de fato, prefiro neste momento relatar o que vivo lá dentro! Pois quem está de fora, escrevendo Editais, fazendo Enquadramentos pode ter certeza NÃO TEM NEM IDÉIA DA GRANDE IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM TEATRAL NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL.

Temos muito o que contribuir, e as cortinas estão abertas para os aplausos!

Afinal esta misencene já cansou! Chega destes cacos da realidade. Outras coisas mais importantes temos para CMEIar!

sábado, 14 de junho de 2008

Um lugar a mais

Sábado a tarde, computador ligado a algumas horas, eu terminando de redigir um projeto [que por sinal já vem sendo realizado há alguns meses] e vez ou outra eu penso no convite que uma dupla de professores me fez: "Escreva um blog! As histórias que vc conta com tanto entusiasmo merecem viajar por mais ouvidos e corações, o que vc faz e conta pode contagiar professores descontagiados ou ser uma partilha prazerosa para professores que assim como vc, amam e vibram com as descobertas, possibilidades e histórias 'escritas' na escola". Desde quando ouvi a idéia, eu a adorei. Tô sem grana ultimamente, sem poder pagar minha análise, quem sabe aqui eu me ponho em terapia, em questionamento, em processo de pensar-me e pensar minhas ações... Gosto da proposta e já a aceito. E temos assim, o primeiro post/texto deste blog recém criado.
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E nesta viagem eu não queria seguir sozinha, pensei em ter como companheiro de jornada um professor cheio de talento e luz, que assim como eu, faz parte da trupe de professores "especialistas" ou professores "de fora de sala de aula" que estão nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Vitória - ES. Chamei o Thiago, ou para amigos, o Thico, professor com dupla formação: educação física e artes cênicas (o que considero um "plus" na rede). Ele foi aprovado no último concurso e viveu (ou vive) uma saga para obter a compreensão administrativa sobre o seu espaço (mas deixa q essa história ele mesmo conta). O Thico sem titubear aceitou o convite de dividir este espaço comigo, espaço em que a gente se propõe a falar das coisas do cotidiano da vida do professor dinamizador (sobre esse nome eu volto a falar em breve). Ele me disse que já está chegando... Eu estou aguardando ele por aqui, para trazer luz, calmaria e um outro olhar sobre a experiência que vamos vivendo e construindo.