O meu trabalho é um dos meus maiores formadores para a vida adulta. Embora, eu tenha começado a trabalhar com crianças aos 25 anos, até então, eu não tinha sido solicitada pela vida para mostrar quem eu era, para que eu tinha vindo. Eu ia vivendo... Levando na bossa, na flauta, numa leveza irresponsável e descompromissada. O outro era o outro e por mais que houvesse outros que eu amava, eu amava, mas cuidava pouco. O trabalho como professora na educação infantil me chamou a responsabilidade pelo cuidado com o outro. Eu me sinto tão materna, mesmo que o compromisso com o aprendizado deles seja um dos meus objetivos perseguidos (minha lado profissional: professora), eu me sinto especialmente comprometida com a alegria dos meus alunos. Eu quero mostrá-los o novo, o legal, o emocionante, o divertido, o surpreendente e isso me guia mais do que qualquer coisa no trabalho. As adversidades são tantas, mas eu topo com elas e desvio com a força do sorriso deles.

E sempre assim, quando eu falo deles, eu sou piegas e sentimental. Sou meio mãe boba, que conta diariamente as estripulias dos seus filhinhos. Acho que é a lei do retorno universal: Eles me enchem de amor, de beijinhos, de promessas, de carinho e eu só sei falar do bem que eles me fazem e o compromisso que tenho com o bem deles.
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