Seguindo os Novos Olhares, estou há quase 3 meses no CMEI... eu sempre digo, eu não estou professor, eu SOU professor, e escolhi a linguagem teatral para trabalhar dentro do contexto da Arte-Educação (apesar de ter tirado meu DRT de ator profissional, pensar em alguns projetos na área de interpretação, mas neste momento SER um professor não me completa, mas me satisfaz!).
Em um breve histórico, em 1971 a formação do professor de Arte ainda era generalista, ou seja, aquele que precisa conhecer e trabalhar com todas as linguagens artísticas no contexto educacional, em resumo um LOUCO. A arte era trabalhada de forma descontexualizada, apenas como uma atividade de "lazer".
Sabemos que desde 1996, a Arte assume outro papel, como disciplina do currículo escolar, com um papel no desenvolvimento integral do sujeito... há agora as formações específicas na área de Artes (Artes Visuais, Música, Dança, Teatro e recentemente o Cinema). É aí que eu me encaixo... e é aí que meu trabalho se direciona.
Afinal, sabemos que qualquer professor, em qualquer contexto utiliza a linguagem artística como um recurso didático, e a linguagem teatral é inegavelmente unanimidade - e podemos fazer neste ponto inúmeras interfaces com a Educação Física mais especificamente, que no contexto da Educação Infantil seguem caminhos paralelos e complementares no brincar, aprender, ensinar, cuidar, educar.
No meu caso, sou professor de Teatro, a linguagem teatral é que guia o meu fazer artístico, e meu processo de cuidar, educar, aprender, ensinar, brincar (inseparavelmente, e sem hierarquias).
Quando entrei no CMEI me deparei com algo muito específico na área de Arte, o "domínio" das Artes Visuais... a sala era povoada de papéis, papéis, tintas, papéis, tintas, papéis... imóveis!
Estou propondo mudanças, que foram indicustivelmente bem aceitas dentro do CMEI e do corpo pedagógico.
Sou guiado pelo fazer teatral neste processo de ensino... mas não me desvinculo das demais linguagens artísticas, utilizo as Artes Visuais como forma de registro das atividades corporais, móveis, concretas; utilizo a Arte Musical como modelos de ação para desenvolvimento do fazer teatral através das Cantigas (acredito que muitos professores de Artes Visuais ou Música fazem isso com o Teatro, utilizando-o nos fantoches, nas dramatizações, nos jogos - e aqui é inegável também a presença do professor de Educação Física).
Acredito neste papel da linguagem teatral como método de ensino para demais profissionais... mas defendo e contesto o papel do Teatro como "disciplina" do currículo escolar... (sem muitas discussões a respeito do termo disciplina!)... e seu papel fundamental no contexto da Educação Infantil, onde o faz-de-conta, o jogo simbólico, o jogo dramático e o jogo teatral (elementos para o desenvolvimento da linguagem teatral) são inerentes as especificidades da criança! Potencializar estes elementos é que guia o trabalho do professor de Teatro na Educação Infantil. E não construir "teatrinhos" para serem apresentados nas festas da Escola, produzindo miquinhos de circo traumatizados.
Estamos respirando Arte Contemporânea, e não podemos guiá-la na Educação Infantil apenas pintando Coelinhos e Papel Noel!
Chega de achar que a criança é tapada (nos dois sentidos)...
Elas são abertas a estas mudanças e é isto que elas querem!
Até... amanhã quero quebrar a perna, CMEIando mais, mais, mais, mais mudanças. Afinal crianças não são de papel!
Em um breve histórico, em 1971 a formação do professor de Arte ainda era generalista, ou seja, aquele que precisa conhecer e trabalhar com todas as linguagens artísticas no contexto educacional, em resumo um LOUCO. A arte era trabalhada de forma descontexualizada, apenas como uma atividade de "lazer".
Sabemos que desde 1996, a Arte assume outro papel, como disciplina do currículo escolar, com um papel no desenvolvimento integral do sujeito... há agora as formações específicas na área de Artes (Artes Visuais, Música, Dança, Teatro e recentemente o Cinema). É aí que eu me encaixo... e é aí que meu trabalho se direciona.
Afinal, sabemos que qualquer professor, em qualquer contexto utiliza a linguagem artística como um recurso didático, e a linguagem teatral é inegavelmente unanimidade - e podemos fazer neste ponto inúmeras interfaces com a Educação Física mais especificamente, que no contexto da Educação Infantil seguem caminhos paralelos e complementares no brincar, aprender, ensinar, cuidar, educar.
No meu caso, sou professor de Teatro, a linguagem teatral é que guia o meu fazer artístico, e meu processo de cuidar, educar, aprender, ensinar, brincar (inseparavelmente, e sem hierarquias).
Quando entrei no CMEI me deparei com algo muito específico na área de Arte, o "domínio" das Artes Visuais... a sala era povoada de papéis, papéis, tintas, papéis, tintas, papéis... imóveis!
Estou propondo mudanças, que foram indicustivelmente bem aceitas dentro do CMEI e do corpo pedagógico.
Sou guiado pelo fazer teatral neste processo de ensino... mas não me desvinculo das demais linguagens artísticas, utilizo as Artes Visuais como forma de registro das atividades corporais, móveis, concretas; utilizo a Arte Musical como modelos de ação para desenvolvimento do fazer teatral através das Cantigas (acredito que muitos professores de Artes Visuais ou Música fazem isso com o Teatro, utilizando-o nos fantoches, nas dramatizações, nos jogos - e aqui é inegável também a presença do professor de Educação Física).
Acredito neste papel da linguagem teatral como método de ensino para demais profissionais... mas defendo e contesto o papel do Teatro como "disciplina" do currículo escolar... (sem muitas discussões a respeito do termo disciplina!)... e seu papel fundamental no contexto da Educação Infantil, onde o faz-de-conta, o jogo simbólico, o jogo dramático e o jogo teatral (elementos para o desenvolvimento da linguagem teatral) são inerentes as especificidades da criança! Potencializar estes elementos é que guia o trabalho do professor de Teatro na Educação Infantil. E não construir "teatrinhos" para serem apresentados nas festas da Escola, produzindo miquinhos de circo traumatizados.
Estamos respirando Arte Contemporânea, e não podemos guiá-la na Educação Infantil apenas pintando Coelinhos e Papel Noel!
Chega de achar que a criança é tapada (nos dois sentidos)...
Elas são abertas a estas mudanças e é isto que elas querem!
Até... amanhã quero quebrar a perna, CMEIando mais, mais, mais, mais mudanças. Afinal crianças não são de papel!
(Para constar, este é Mateus, 1 ano e 1 mês, berçário, um menino tímido como eu, acanhado como eu e que encontra nos elementos teatrais sua forma de se expressar! Ele está com Tuqui, um fantoche Tucano que ganhou vida nas suas pequenas mãos!)
Um comentário:
Quero colocar fotos aqui!
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